quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

A mente colonizada de Aécio Neves


Por Altamiro Borges
Em seu artigo na Folha desta semana, o senador mineiro Aécio Neves voltou a se despir, revelando todo o seu conservadorismo e a sua mentalidade colonizada. Desta vez, o provável presidenciável tucano condenou a política externa do atual governo. Bem ao estilo dos falcões belicistas dos EUA, ele exigiu uma postura mais enérgica, dura, do Brasil diante do governo “bárbaro” da Síria.

Para o papagaio do império, “envergonha o povo brasileiro o apoio explícito ou discreto que, nos últimos anos, em nosso nome, o governo federal vem oferecendo a ditadores de diferentes regiões do planeta”. Repetindo os discursos da Casa Branca e da mídia imperial, ele sataniza o governo sírio, que utilizaria “instrumentos costumeiros de uma indiscriminada política de terror”.

“Pretensa soberania nacional”
Não sua ótica colonizada, “ditadores em sua sanha pelo poder absoluto, ao cometer arbitrariedades contra cidadãos do seu país, transformam seus delitos em crimes contra a humanidade”. Suas ações não podem ser “acobertadas pelo manto protetor de uma pretensa soberania nacional”. Na prática, o tucano justifica os bombardeios da Otan e outros crimes praticados pelos EUA.

Aécio Neves até afirma que a presidenta Dilma Rousseff está se dando conta destas “atrocidades” – graças, é óbvio, a ação do presidente da Comissão Independente para a Síria, “o competente diplomata Paulo Sérgio Pinheiro, ex-secretário de Estado para os Direitos Humanos no governo Fernando Henrique Cardoso”. Mas ele exige mais do governo federal, do “governo do PT”.

Entreguistas e pró-imperialistas

Se dependesse dos tucanos, o Brasil teria se transformado numa colônia dos EUA, com a imposição do Acordo de Livre Comércio das Américas (Alca); os soldados ianques estariam alojados na base militar de Alcântara (MA); o país teria apoiado a invasão e o genocídio dos iraquianos; o governo brasileiro teria respaldado o golpe militar em Honduras, patrocinado pelos “democratas” dos EUA; e o Itamaraty nunca protestaria contra as torturas e assassinatos na base militar dos EUA em Guantánamo.

Aécio Neves é a expressão patética desta mentalidade colonizada. Como disse Chico Buarque, no ato de apoio dos artistas a Dilma Rousseff, os tucanos gostam de falar grosso contra os fracos, e fino com o império. Eles não defendem a paz e a soberania dos povos. São favoráveis às guerras de rapina do império, às atrocidades da Otan. São entreguistas e pró-imperialistas.

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