quarta-feira, 27 de julho de 2011

MARCHA POR UMA COPA DO POVO: Fora Ricardo Teixeira!





Twittaço #foraricardoteixeira exige a saída de Teixeira

#foraricardoteixeira é notícia. Será que a Globo fala?


Está ficando divertido. De tanto nos deixar de mau humor com suas armações e falcatruas, Ricardo Teixeira virou motivo de piada. A chacota vai tomar conta da internet neste dia 27 de julho com um twittaço exigindo a saída dele do comando da CBF.

Praticamente todas as redes sociais estarão mobilizadas na campanha batizada “Fora Ricardo Teixeira”. A ideia é culminar em um protesto neste sábado (30) na porta da Marina da Glória, onde vai rolar o sorteio dos grupos das Eliminatórias da Copa de 2014, aquela festinha da Fifa e da Globo paga com dinheiro público.

Na carona desse movimento, foi criada a palavra de ordem #FalaGlobo, para tirar a emissora do completo silêncio sobre as toneladas de denúncias que cercam o Teixeirão.

Como nos revelou o presidente do Corinthians, Andrés Sanchez, essa turma é de mafiosos barra pesada. Portanto, não vamos nos iludir, otimismo não pode se confundir com ingenuidade. A chance de essa manifestação atingir seus objetivos finais é nenhuma.

Mas vai servir para que a opinião pública saiba quem está do lado da decência e, por tabela, que veículos praticam um jornalismo sério, ético e responsável. Por eliminação, também saberemos quem apoia esse esquema de corrupção e desmandos que tomou conta dofutebol brasileiro.

Que a Globo não vai mostrar as faixas dos manifestantes, já sabemos, até porque a Velha Senhora não quer que seu grande aliado caia fora do esquema. As únicas faixas que ela mostra são as de torcedores carentes que bajulam o Galvão Bueno.

Vai ser engraçado observar como se comporta a Veja, por exemplo. Capaz de a revista tratar os manifestantes como tratou os caras-pintadas que pediam o impeachment de Collor: a pontapés. Não dá para ser da tropa de choque e ao mesmo tempo ficar de bem com a turma do fundão. Essa eu vou ver de arquibancada. Fala, Veja!

E não custa participar do coro: Fala, Globo! Fala! Que divertido.



O Provocador 

Jobim tem razão: os idiotas perderam a modéstia

Na Folha de hoje:
“O ministro da Defesa, Nelson Jobim, fez uma revelação sobre sua preferência na disputa presidencial do ano passado: “Eu votei no Serra”.
Na avaliação dele, se o tucano José Serra tivesse derrotado a petista Dilma Rousseff, o governo “seria a mesma coisa” no manejo das recentes crises políticas, como a do combate à corrupção no Ministério dos Transportes.(…)
A escolha eleitoral de Jobim sempre foi conhecida ou pelo menos intuída nos bastidores em Brasília. Dilma também sabia, diz ele.
Azedou a relação? “Azeda quando você esconde. Eu não costumo fazer dissimulações, então não tenho dificuldades”, disse.
Passada a eleição, entretanto, o assunto foi esquecido nas conversas entre o ministro e a presidente. “Não se toca no assunto.”
Há menos de um mês, ele se envolveu em polêmica ao afirmar, durante cerimônia pelos 80 anos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que “os idiotas perderam a modéstia”.
No governo, a interpretação foi de uma crítica à administração Dilma. Ele repetiu não ter sido cobrado pela presidente: “Não, não. Ela até riu”.
Jobim deu entrevista ontem ao programa “Poder e Política”, uma parceria da Folha e do UOL, em Brasília.
O ex-presidente do BC, Henrique Meirelles, de quem sempre se discordou fortemente das idéias, era do PSDB, votou em Serra em 2002. Quando aceitou participar do Governo, porém  jamais ficou de gabolices frívolas, afirmando que não tinha votado em Lula.
O  contrrário do que faz o ministro Nélson Jobim.
Jobim tornou-se  um símbolo nacional. É inexcedível em matéria de vaidade, de arrogância, de grosseria. Não se constrange de constranger. Não sabe se manter discreto, não sabe ser respeitoso, não sabe nada senão jactar-se de sua própria “grandeza”.
O ministro Nélson Jobim perdeu, realmente, a modéstia.
Deveria perder o cargo, também.
Blog do Brizola Neto Tijolaço

Depois dos "idiotas" sem modéstia, ministro Jobim diz que votou em Serra


"O ministro da Defesa, Nelson Jobim (PMDB), que ocupa o cargo desde 2007, disse na terça-feira 26 ter votado no então candidato José Serra (PSDB) à eleição para presidência em 2010. Em entrevista à Folha de S. Paulo, Fernando Rodrigues, o ministro declarou ser amigo íntimo do tucano e que a atual presidenta Dilma Rousseff sabia de sua relação e preferência pelo candidato do PSDB.
Ao ser convidado para gravação de um programa eleitoral para a campanha da então candidata, Jobim declarou ter um problema. “De um lado, por razões pessoais, inamovíveis, eu não tenho condições de fazer campanha para a ministra Dilma. Uma vez que sou amigo íntimo do Serra. Ele foi meu padrinho de casamento, eu morei com ele algum tempo aqui em Brasília. Inclusive agora, quando vou a São Paulo, eu janto com ele, eu e minha mulher, nos damos muito bem”.
Por outro lado, afirmou o ministro “eu tenho também um impedimento de natureza institucional de fazer campanha para o Serra”. Depois disso, Lula avisou ao ministro Alexandre Padilha, que cuidava das relações institucionais do governo, para que Jobim ficasse de fora da campanha.
Sobre especulações de que seria um dos ministros a sair da equipe de Dilma antes do fim do mandato, em 2014, Jobim falou que “se a gente fica tentando marcar prazos e tempos só cria problemas e você não cria soluções. Então deixa as coisas correrem. As coisas vão andando. No momento em que as coisas resolverem sair, sai”.
Ainda na entrevista, o ministro declarou não ser mais possível apurar as responsabilidades da destruição dos arquivos da ditadura militar.“Internamente não. Não tem como. Como você não tem formalização do processo de incineração, você não tem como identificar de quem partiu o ato”.


Carta Capital 

terça-feira, 26 de julho de 2011

Idec lança campanha contra "AI-5 digital"

São Paulo – Os críticos do Projeto de Lei 84/99, apelidado de “Lei Azeredo”, ganharam um reforço nesta terça-feira (26). O Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) lançou uma campanha, batizada de “Consumidores contra o PL Azeredo”, com o objetivo de recolher o maior número possível de assinaturas contrárias à proposta e apresentá-las logo na volta do recesso parlamentar, em agosto.
Os pontos mais criticados do projeto de autoria do deputado federal Eduardo Azeredo (PSDB-MG), que também recebeu o cognome de “AI-5 digital”, envolvem a criação de mecanismos para monitorar as ações de quem navega na internet, com a alegação de que é necessário facilitar a identificação de cibercriminosos. Um desses itens é a sugerida guarda dos "logs" dos usuários – arquivos com dados de endereçamento eletrônico da origem, hora e data da conexão – por até três anos.
Mas não é somente a memorização dos logs que está em jogo. De acordo com o advogado do Idec Guilherme Varella, o projeto, que tramita há mais de 12 anos no Congresso, “é uma preocupação com o direito do consumidor”, pois irá atingir também os usuários em suas práticas comuns e usuais, como passar músicas de um CD para um tocador digital.
O Instituto defende que o assunto seja amplamente debatido com diversos setores da sociedade. Os interessados podem engrossar o coro da campanha por meio do Idec (http://www.idec.org.br/campanhas/facadiferenca.aspx?idc=24). Quando o recolhimento de assinaturas for finalizado, uma petição será entregue diretamente à Câmara dos Deputados.
“O PL Azeredo passa por cima do Código de Defesa do Consumidor. Ele retira um princípio da boa fé objetiva, no qual todos estão se relacionando em boa fé até que se prove o contrário. O que o PL faz é inverter essa lógica e estabelecer o princípio do monitoramento cotidiano na internet, em que todos são suspeitos de cometer algum tipo de crime, desde que se prove o contrário”, explica o advogado.
"O objetivo da campanha é alertar o consumidor que ele será atingido de forma direta em ações comuns do dia a dia, além de pressionar o presidente da Câmara (Marco Maia) para encaminhar o projeto à Comissão de Defesa do Consumidor para análise", acrescenta o advogado. A petição também seguirá para o presidente da comissão, Roberto Santiago (PV-SP).

segunda-feira, 25 de julho de 2011

DEM premia ex-vereador que esbofeteou jornalista em Mato Grosso

O valentão Kirrainha, do DEM [Foto: Arquivo RDNEWS]

E o prêmio vai para... Lourivaldo Rodrigues de Morais, o Kirrarinha [DEM-MT]!

Lembram-se dele? Se não, vamos rememorar o episódio:

O dito-cujo, nominado acima, é aquele que desferiu, de forma covarde, uma bofetada na jornalista Márcia Pache [ver vídeo abaixo]. Pois bem. O valentão acaba de ser eleito presidente do diretório municipal do DEM de Pontes e Lacerda - cidade distante 450 km de Cuiabá, Mato Grosso.

Na afobação de dar uma justificativa à sociedade brasileira - já que o caso teve repercussão nacional - o janota, playboyzinho e dublê de deputadoRodrigo Maia [DEM-RJ] - à época presidente do partido - prometera, reiteradas vezes, a expulsão do DEMônio Kirrainha das fileiras da sigla.

Pelo visto, as promessas do deputado não se cumpriram.

Para a jornalista Márcia Pache e família, restaram o deboche, a insegurança e a sensação de impunidade.




Da Redação do Terra Brasilis, com informações da blogosfera.

PT manifesta solidariedade ao povo da Noruega,e alerta para os perigos da extrema-direita

Nota do Partido dos Trabalhadores em solidariedade ao povo norueguês

O Partido dos Trabalhadores expressa seu mais profundo pesar pelas vítimas dos atentados de 22 de julho ocorridos na Noruega, e se solidariza com o povo deste país, com seu Governo e com o Partido do Trabalho, cujos jovens foram um dos principais alvos deste grave crime.
A autoria dos atentados e sua motivação demonstram cabalmente o quanto são perigosos os valores, preconceitos e ideias disseminados pela extrema-direita, e devem servir de alerta, diante da onda conservadora que se manifesta na Europa e nos EUA - e cujos ecos são ouvidos no Brasil -, para os riscos de que a humanidade venha a reeditar algumas das páginas mais trágicas de sua história.
O PT reafirma sua convicção de que a construção de uma sociedade mundial sem desigualdades, segregações e discriminações, pautada pela justiça, pela democracia e pela paz, é o único caminho que poderá levar à superação de episódios deploráveis como este.
Partido dos Trabalhadores

A primavera dos amordaçados

Chego ao Brasil após uma viagem de trabalho ao exterior de duas semanas. Viagem que, agora percebo, ocultou o que estava acontecendo por aqui. Porque não se consegue sentir o pulso de uma nação estando fora dela, apesar da internet. E o que encontro é esse quadro político desalentador para qualquer cidadão sinceramente devotado a lutar para que, um dia, tenhamos uma democracia de verdade neste país.
Diria que a situação é mais do que desalentadora; é alarmante. E a gravidade dela requer medidas graves e corajosas. Alguém tem que fazer alguma coisa para interromper um processo que ameaça causar um grave retrocesso político no Brasil. Está se formando uma armadilha que, se ninguém fizer nada para desarmá-la, tem tudo para devolver o poder a falsos democratas, a gangsters que amealharam fortunas imensas durante a ditadura militar.
Detalhe: refiro-me às famílias Marinho, Mesquita, Frias e Civita, que erigiram Globo, Estadão, Folha e Veja graças a muito dinheiro público que receberam de doação da ditadura militar.
Com recursos espoliados da Nação, essas famílias ricas erigiram um aparato de propaganda política que durante décadas a fio foi capaz de seduzir corações e mentes de parcela majoritária do povo brasileiro de forma a que votasse sempre naqueles que manteriam a desigualdade de renda estarrecedora que persiste há muito, mas que, na última década, diminuiu mais do que em qualquer outro período da história recente.
Em meados da década passada, começou uma reação dessa máquina de propaganda conservadora a processo redistribuidor de renda que apenas iniciava. O governo Lula desencadeou esse processo passando por cima de um aparato político que, então, pairava acima da nação, sendo capaz de exercer pressão quase irresistível sobre a sociedade e sobre os Poderes constituídos – Executivo, Legislativo e Judiciário.
Com seu carisma pessoal, com a caneta do Poder Executivo e com a militância que reuniu em torno de si Luiz Inácio Lula da Silva fez o índice de Gini ter a maior melhora em cinqüenta anos, caindo de 0,58 para 0,50 entre 2003 e 2009 – ainda não se sabe a quanto caiu em 2010.
Para tanto, o governo anterior colocou pobres na universidade – que, antes, era exclusividade dos setores mais abastados da sociedade – como nunca antes na história deste país, tirou dezenas de milhões da miséria e fez do Brasil um player global, retirando-o das sombras em que era mantido por governantes eleitos sob influência dos países ricos.
Como se sabe – vale explicar -, o índice de Gini mede a concentração de renda nos diversos países do mundo. E é disso que se trata, de distribuição de renda. Esse é um processo traumático porque, para dar a muitos, há que tirar de poucos e esses que detêm essa parcela imensa e injusta da riqueza nacional certamente jamais aceitarão perder seus privilégios, até porque têm paixão por sentirem-se “diferenciados” ou “exclusivos”.
Essa mentalidade está nas propagandas para vender produtos aos ricos brasileiros. Cartão de banco, comércio, vivendas, bairros, restaurantes, escolas, tudo o que o dinheiro pode comprar para “diferenciar” uma parcela minúscula da sociedade do seu conjunto. E como tudo isso custa muito caro, a maioria tem que pagar para que a ínfima minoria tenha tais “exclusividades”
Lula conseguiu interromper esse processo criando oportunidades para os mais pobres e, para tanto, valeu-se apenas de sua verve, de seu carisma e da sua coragem quase sobrenatural, ou seja, de elementos de caráter de tal ordem de grandeza que o retiraram da pobreza extrema do Sertão nordestino e o levaram à Presidência da República em poucas décadas,
Esse é o exemplo e é isso o que falta ao país nessa encruzilhada histórica. Todavia, Lula e Pelé, entre outros fenômenos em diversas áreas, são prodígios que talvez este país nunca veja iguais. Por isso, haverá que criar pequenos Lulas, por exemplo. Quem sabe milhares deles em um país de milhões. Um pequeno exército de pessoas capazes de pôr um objetivo na mira e persegui-lo sem titubear e sem mudar de rumo.
Estamos em uma situação grave. A sucessora escolhida por Lula decidiu que conseguirá conviver com o sistema, fazê-lo aceitar o processo redistribuidor em curso. Nesta semana, reuniu-se informalmente com jornalistas de grandes meios de comunicação que vêm fustigando o padrinho político dela e o seu próprio governo, inclusive pedindo que o povo vá às ruas contra esse governo.
Enquanto isso, os veículos dos jornalistas que Dilma tentou amansar tratam de fustigar o partido dela, seu governo e o homem que convenceu os brasileiros a votarem nela. No mesmo dia em que a Folha noticia a entrevista concedida pela presidente, o jornal a acusa de ter permitido a instalação dos corruptos que ela ora demite do Ministério dos Transportes.
Se Lula está ou não de acordo com essa estratégia, ainda vamos saber nos próximos dias. Mas uma coisa é certa: a presidente Dilma Rousseff estancou o enfrentamento da elite conservadora que pretende arrasar o PT e seus aliados nas eleições municipais do ano que vem e retomar o poder para o PSDB em 2014.
Por outro lado, a militância que se formou em torno de Lula durante seu governo de oito anos e que levou Dilma Rousseff ao poder, está se desintegrando. A desmobilização é clara e progressiva inclusive na internet. Muitos se viraram contra o governo Dilma e tal militância passou a brigar entre si, atônita com a perda da liderança de Lula, que tenta ganhar espaço que deixou de ter quando “desencarnou” da Presidência.
Para impedir a venda da idéia de que o governo federal do PT inventou e promove a corrupção no Brasil e que a oposição tucana é a reserva moral e política da nação, que ninguém se iluda: serão necessários atos de coragem e de inteligência extremos. Esses poderes que se agigantam controlam a comunicação de massas no Brasil e não podem ser combatidos com flores.
Televisão, rádio, grandes jornais, revistas e portais de internet que encontravam resistência nesta última, em termos comunicacionais, de repente perderam a oposição. A blogosfera se desarticulou e já chega a repercutir, eventualmente, o grande noticiário moralmente seletivo, obviamente que devido à postura daquela que, pelo cargo que ocupa, é a líder política dos brasileiros e a única com espaço para se fazer ouvir.
Lula denunciava que o moralismo da mídia era seletivo e Dilma não denuncia. E como ele não é mais presidente, a mídia escolhe o que repercutir do que diz, sempre editorializando a abordagem de suas manifestações.
Enquanto isso, a imprensa que puxa os cordões dos tucanos, que se valeu deles e que pretende usá-los como despachantes da elite que concentra renda, trata de acusar o ex-presidente de desvios morais como o de ter obtido vantagens pessoais e para a própria família em um país que teve um presidente tucano que saiu do poder bem mais rico do que entrou e que jamais teve sua vida íntima questionada pela mídia.
A única saída é provar que a mídia é moralmente seletiva, ou seja, que só fiscaliza e denuncia a corrupção (verdadeira e forjada) de um lado, o do PT, e que esconde a corrupção da oposição onde ela governa, sobretudo nos Estados que se tornaram as cidadelas do PSDB, São Paulo e Minas Gerais, onde imperam os “golden boys” da direita brasileira, Fernando Henrique Cardoso, José Serra e Aécio Neves.
Este cidadão decidiu fazer a sua parte e engendrou um meio de mostrar à sociedade que sua imprensa moralista é, na verdade, um antro que acusa políticos realmente corruptos e outros sérios, mas só de um lado, enquanto acoberta roubalheiras muito piores de governos tucanos como o de São Paulo, Estado que tem cofres públicos muito mais cheios do que os de muitos países.
Como já foi dito, porém, será necessário um ato ousado e desesperado. É um ato que pode até custar caro a quem o empreender, mas que pode fazer a sociedade ouvir uma simples pergunta: “Por que a mídia só critica a corrupção em governos do PT e de seus aliados e não faz o mesmo com a corrupção do PSDB e dos aliados dele?”.
Fazer o Brasil se perguntar isso é o grande desafio da esquerda. Mas como fazer se os meios de comunicação de massa não permitem e a militância que se formou para sustentar o governo anterior está desmantelada, desmotivada e se desintegrando?
Este blogueiro e cidadão vem comunicar que descobriu um jeito. Alguém terá que se sacrificar, mas tem um jeito. Esse sacrifício pode fazer a militância despertar.
Diante disso, faz-se, aqui, um ultimato: ou a mídia trata os políticos de todos os partidos da mesma forma ou alguém irá se sacrificar e desencadear um processo que fará o país se perguntar por que ela protege o PSDB enquanto ataca o PT, e que interesse ela pode ter para colocar os conservadores de volta no poder. O que pretende ganhar com isso ou o que pode ganhar com isso.
Quem acha que isto é um blefe pode pagar para ver – e, particularmente, julgo que irão pagar. Julgo firmemente que ninguém acreditará em que é possível que uma iniciativa isolada possa fazer o país se questionar sobre o moralismo seletivo das famílias Marinho, Frias, Mesquita e Civita. Então fiquem atentos, companheiros, porque setembro está chegando e trará a primavera aos amordaçados.

sábado, 23 de julho de 2011

O tempo se esvai e Dilma não vê


Dilma Rousseff deve a sua eleição a um slogan de campanha que fez todo o sentido para este povo. Dizia que deveríamos votar na candidata indicada por Lula “Para o Brasil seguir avançando”. Aos poucos, porém, o que vai parecendo é que há uma diferença abissal entre o que a maioria da sociedade entendeu e o rumo que este governo está tomando.
“Seguir avançando”, para a presidente parece ser uma coisa e para os diversos setores da sociedade que a elegeram parece ser outra. E mais: para cada um desses setores, esse bordão significa uma coisa diferente.
Acabar com a miséria no Brasil é um grande objetivo, mas não pode ser o único. Há avanços que alguns setores esperam e que não se resumem a ter dinheiro no bolso para consumir.
Há quem espere, por exemplo, que, ao fim do mandato da presidente Dilma, o país tenha uma educação apenas fraca em vez catastrófica. Há quem espere que tenhamos um serviço público de saúde que não trate a população pior do que gado de raça, que, aliás, freqüentemente é muito mais bem tratado do que os humanos.
E há, até, quem espere que, até 2014, tenhamos uma comunicação de massas que sirva ao país em vez de servir-se dele.
O governo Lula foi um sucesso estrondoso porque fez o país dar um salto. Hoje, enquanto o mundo rico afunda, o Brasil nada de braçadas. Isso em um país que este blogueiro, aos 51 anos de idade, só viu fora de crise de alguns poucos anos para cá. Um país em que a maioria deixou de ser pobre e se tornou remediada.
Pode parecer pouco, mas diante do país de 2002 é um salto gigantesco.
Mas que salto o Brasil dará, nos próximos anos? Continuaremos a ter uma legião de analfabetos mais populosa do que as populações da maioria dos países vizinhos? Meia dúzia de bilionários continuarão fazendo das concessões públicas de rádio e tevê um instrumento de defesa de uma elite minúscula que concentra parte indecente da renda nacional?
Não há promessas além da de acabar com a miséria. Não que seja pouco, mas no estágio a que o país chegou ao fim do governo Lula, é insuficiente. Não se está falando de um salto, propriamente. No máximo, será um passo mais largo. Isso se ocorrer.
É pouco.
As tensões já se manifestam inclusive entre os setores majoritários e diversificados da sociedade que apoiaram o governo Lula. A sensação que se tem é a de que o país é dirigido pelo piloto automático. Segue no rumo, mas não salta e não nos é feita a promessa de que irá saltar.
Não admira que dia sim, outro também a mídia martele a idéia de que Dilma recuou. Prestem atenção que todos irão notar que esse é o mote do discurso da direita que luta para retomar o poder com um só objetivo: impedir a distribuição de riquezas.
Dilma não quer marola, não quer contrariar a elite. Por isso, tenta se fingir de morta e deixar o país navegar no piloto automático no qual Lula programou o rumo. Acredita que chegará a 2014 com o país menos pobre, consumindo mais e que, assim, todos ficarão satisfeitos.
O ser humano não é assim. Tende a querer mais. Se o governo continuar nesse ritmo pouco ambicioso, a direita retomará o poder. O salto da era Lula já terá sido esquecido e os ganhos que propiciou já terão sido contabilizados. A cada dia que passa, o passado em que a direita governava ficará mais distante e o que já se conquistou será visto como “o mínimo”.
Falta ambição, a este governo. E falta coragem. Isso já está claro. Dilma cede, cede e cede. Nos seus primeiros seis meses de governo não fez outra coisa além de ceder às pressões da elite midiática conservadora.
Neste momento, estamos vendo uma nação milenar como a Inglaterra se reinventar. O escândalo na imprensa britânica fará o país dar um salto na comunicação que enterrará o poder de desmandos do maior instrumento das elites contemporâneas, a imprensa.
A Europa toda deve ver esse salto acontecer. E o que é pior – ou melhor, dependendo do ponto de vista: aqui mesmo, na América do Sul, boa parte dos países já está chegando ao patamar minimamente civilizado da comunicação que há no mundo rico. Argentina, Bolívia, Equador e Venezuela, pelo menos, já criaram regras de Primeiro Mundo para as suas mídias.
Um oitavo do governo Dilma passou e não se vislumbra que o país saia do piloto automático. Com essa mídia que temos, bastará algum problema na economia para a direita retomar o poder e inverter os avanços sociais e o processo redistributivo.
Promessas mentirosas de avanços em meio a um ritmo morno de governança terão sucesso onde o denuncismo sempre falhou. Quanto tempo irá demorar até a oposição reacionária e sua mídia acordarem e darem espaço a novas lideranças que tenham algum projeto verossímil – ainda que falso – de país para apresentar no lugar de denúncias que não colam mais?
O tempo se esvai e Dilma o gasta como se dispusesse de todo o de que precisa. Preciosos seis meses foram gastos com crises políticas artificiais que poderiam ser criadas em qualquer governo simplesmente porque qualquer governo sempre terá algum espertinho tentando se locupletar. A presidente parece não ter a menor noção de tempo.

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Você sabe quantas bases militares os EUA têm espalhadas no mundo?

América Latina e caribe: Uma região de Paz é o nome da campanha do Cebrapaz. Que pede o fim às bases militares estrangeiras. "Quantas dessas bases estão na América Latina e Caribe?" questiona o vídeo que concluí: "As bases militares estadunidenses são ameaça permanente à soberania dos povos".


quinta-feira, 21 de julho de 2011

Bolívia discute lei das comunicações

A Câmara de Deputados da Bolívia inicia hoje a análise, capítulo a capítulo, da Lei de Telecomunicações, Tecnologias de Informação e Comunicação, que já havia sido aprovada de forma geral.

De acordo com o titular dessa instância parlamentar, Héctor Arce, a norma deve ser promulgada antes do próximo dia 8 de agosto, quando está previsto o recesso dos congressistas. "O objetivo desse projeto é garantir a distribuição igualitária e o uso eficiente desses serviços", disse.

A iniciativa, acrescentou, foi enriquecida por mais de um mês com as observações e sugestões dos setores sociais envolvidos no tema. De acordo com os parlamentares do dirigente Movimento ao Socialismo (MAS), a nova lei estabelece o espaço eletromagnético para todos os meios, a partir da distribuição igualitária e democrática, com igualdade de condições entre o Estado e o setor privado.

A lei baseia-se no acesso universal e na continuidade das bondades das telecomunicações. Também legisla sobre a inviolabilidade nos serviços de correspondência pessoal eletrônica, a neutralidade tecnológica no marco da soberania nacional e segurança do Estado, bem como a proteção do meio ambiente.

Sobre esta medida, o vice-ministro de Comunicação, Wilmer Flores, assinalou que defende a inclusão social, prevista na Constituição Política do Estado, de 2009. Flores afirmou que, na elaboração da norma, avaliaram resultados de um diagnóstico no qual se apreciam desequilíbrios com relação a outras nações da região.

Segundo o servidor público, em 2005, só 1% da população tinha acesso em seu domicílio à internet; em 2010 apenas cresceu um ponto percentual, o que significa que se trata de um tema pendente.

"No caso das instituições, de 5,2% de acesso à internet em 2005, no ano passado, chegou-se a 12%, o que ainda é um crescimento muito baixo", afirmou.

O servidor público destacou que o atual Programa Nacional de Telecomunicações de Inclusão Social (Prontis) considera o acesso à internet um serviço básico. Também apontou que uma das limitações é que, para acessar uma conexão local (página digital) entre um ministério e um banco, exemplificou, a navegação transita por servidores nos Estados Unidos, o que encarece o serviço.

A Assembleia Legislativa Plurinacional (ALP) postergou na sexta-feira passada o recesso legislativo para 8 de agosto, para sancionar duas leis de implementação da nova estrutura da organização territorial do Estado boliviano: a Lei de Telecomunicações e a Lei Geral do Transporte.



Portal Vermelho

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Cristina, Dilma e a “Ley de Medios”


O sociólogo Marcos Coimbra, que dirige o instituto de pesquisas Vox Populi, publica hoje, no Correio Brasiliense, um artigo onde traça paralelos – e as diferenças – entre as presidentas do Brasil, Dilma Rousseff, e a da Argentina, Cristina Kirchner.
Vale a pena ler o trecho final:
Ambas têm muitas coisas em comum. Algumas são grandes e significativas, outras parecem pequenas e irrelevantes. Mas não são.
As duas gostam, por exemplo, de ser chamadas “presidentas”. Mas externaram a preferência de maneiras completamente distintas.
Ainda na campanha, Cristina deixou mudos seus simpatizantes quando interrompeu um comício em que a palavra de ordem “Cristina presidente” era entoada por milhares de pessoas. Enraivecida, deixou claro que considerava a expressão uma manifestação de machismo. Com o dedo em riste, disse a todos que teriam que se acostumar com a nova forma e repetiu “presidenta” esticando a pronúncia do “a” final, como um mantra: “presidentaaa”.
Consta que, nos primeiros tempos na Casa Rosada, seu cerimonial devolveu centenas de correspondências endereçadas com a grafia que repudiava. Nas entrevistas, não responde se for tratada como “presidente”.
Aqui, a mídia procura ridicularizar quem faz como Dilma pede. Que não é qualquer atentado ao vernáculo: todos os principais dicionários registram “presidenta”. É por pura antipatia que nossos jornais insistem em lhe negar o direito de escolher o tratamento.
Cristina, face à permanente intransigência da grande imprensa contra seu governo, tem respondido com retaliações diretas e indiretas. A Ley de Medios que seu governo propôs (e que o Parlamento aprovou por larga maioria) procura romper os oligopólios de comunicação e franquear o acesso de entes públicos e comunitários à radiodifusão.
Há quem diga que seria bom para a Argentina se Cristina aprendesse algumas coisas com Dilma (a educação e a paciência, por exemplo). Mas a recíproca talvez valha: e se Dilma tivesse mais de Cristina, o que diria muita gente por aqui?”
Blog do Brizola Neto Tijolaço 

terça-feira, 19 de julho de 2011

Obama prorroga lei e mantém intacto bloqueio contra Cuba





A disposição está incluída no Capítulo III da Lei Helms-Burton de 1996 e acrescenta maior rigor ao bloqueio imposto pela Casa Branca, que é mantido por sucessivos governos, sejam eles democratas ou republicanos.

Em carta aos presidentes dos comitês de dotações e de relações exteriores em ambas as câmaras do Congresso, Obama indica que a prorrogação de seis meses se aplicará a partir de 1º de agosto.

Segundo Obama, a prorrogação da suspensão é "necessária para os interesses nacionais dos Estados Unidos e acelerará a transição à democracia em Cuba". Foi o mesmo argumento utilizado no ano passado. Dessa maneira, o chefete da Casa Branca confessa descaradamente que o objetivo do seu império é derrubar o sistema político e social socialista cubano.

A lei Helms-Burton, com um caráter marcadamente extraterritorial, pune as empresas estrangeiras que fazem negócios em Cuba; permite entrar com um processo contra companhias e pessoas que usem bens desapropriados pelo governo cubano a cidadãos e empresas dos EUA e nega a entrada nesse país EUA de diretores dessas empresas.

A renovação da ordem é mais do mesmo, pois os presidentes anteriores a Obama - Bill Clinton e George W. Bush - já tinham feito a anual prorrogação sem cerimônias. Assim, Obama - que, ao assumir, pregou um recomeço nas relações com a América Latina - prossegue, sem mudanças, na mesma linha de seus antecessores, ratificando esta incongruente legislação. 

A política dos Estados Unidos contra Cuba não tem sustento ético ou legal algum e é contrária ao direito internacional. Tampouco possui o apoio de outras nações. O bloqueio à ilha já foi condenado 19 vezes na Assembleia Geral da ONU. Mais de 180 países e organismos especializados do sistema das Nações Unidas explicitam sua oposição a essa política.

O dano econômico direto causado ao povo cubano pela aplicação do bloqueio supera, nesses 50 anos, os 751 bilhões de dólares, no valor atual dessa moeda. Os prejuízos, contudo, não são apenas financeiros, estendem-se por várias áreas, como a da saúde, por exemplo.

"As crianças cubanas não podem dispor do medicamento Sevoflurane, o mais avançado agente anestésico geral inalatório, porque seu fabricante, a companhia norte-americana Abbot, está proibida de vender a Cuba", exemplificou na Assembleia Geral da ONU o chanceler Bruno Rodriguez. Esse é um dos elementos que faz com que a ilha classifique a política norte-americana como genocida, já que muitas mortes poderiam ser evitadas sem o bloqueio.

Os Estados Unidos, então, submetem a população de Cuba à falta de desenvolvimento, às doenças, e a demais mazelas, com o objetivo de forçar uma mudança política do regime socialista cubano. Para a superpotência imperialista, tudo o que não conduza ao estabelecimento de um regime que se subordina aos seus interesses será insuficiente para encerrar esta política contra o povo cubano.

O bloqueio dos Estados Unidos a Cuba é criminoso e atenta contra a soberania e a auto-determinação do país, que tem todo o direito de escolher o seu próprio sistema político e a maneira de organizar a sociedade. O bloqueio viola grosseiramente o direito internacional e é mais um ato da política intervencionista dos Estados Unidos.

O movimento social brasileiro tem condenado em diferentes oportunidades o bloqueio dos Estados Unidos a Cuba. Em junho último a Convenção Nacional de Solidariedade a Cuba pronunciou-se claramente contra o bloqueio. O Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos e Luta pela Paz (Cebrapaz) realizou também em junho um seminário internacional, cuja declaração final exige o fim do criminoso bloqueio. Socorro Gomes, presidente do Conselho Mundial da Paz declarou que a prorrogação da Lei Helms-Burton por Barack Obama “mostra o falso democrata que ele é e dissipa todas as ilusões na atual administração dos Estados Unidos”. Socorro disse ainda que com este gesto “Obama se iguala aos seus predecessores e se candidata a ter o mesmo destino – o lixo da História”.

Da Redação, com agências
Atualizada às 18 h 25 para acréscimo de informações



Portal Vermelho 

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Vem aí a CPI do Beijoqueiro

Do blog O Terror do NordesteVem aí a CPI do Beijoqueiro
*O beijo desajeitado que o PiG quer provar que foi na boca. 
Sobre a postagem anterior, o Terrornews ficou sabendo agora há pouco que o PSDB e o DEMO vão protocolizar na Câmara e no Senado um pedido de CPI para investigar um beijo dado por uma militante no ex-presidente Lula , o ex mais popular da História do Brasil.Segundo fonte segura, a CPI já tem nome:CPI DO BEIJOQUEIRO.Segundo esta mesma fonte, a CPI será mista, e que já foram escolhidos seusmembros.No Senado, o articulador da CPI, o senador DEMóstenes Torres, já indicou como representantes do PSDB e do DEMO os seguintes senadores:Lúcia Vânia(PSDB-GO), Mário Souto(PSDB-PA).Como presidente da CPI, foi escolhido Aécio Pó Neves(PSDB-MG) e, como relator, Agripino Mala(DEM-RN). Na Câmara, a CPI terá como integrante os seguintes parlamentares: ACM Grampinho, Eduardo Azeredo, Chico Alencar, Tiririca, Romário, Duarte Nogueira. Segundo uma outra fonte, a CPI já tem os nomes de algumas pessoas que irão depor, a dizer: Luciana Gimenez, Regina Duarte, Fátima Bernardes, Miriam Peitão, Lúcia Hipólito, Carla Peres, Maitê Proença, Fernanda Lima, apresentadora de Amor e Sexo, Ana Maria Braga, Héber Camargo, Marta Suplicy, Danuza Leão.A liderança do PT na Câmara já se insurgiu contra a abertura ada CPI.Segundo o petista Vacarezza, não pode haver CPI porque Lula não é mais presidente.A oposição diverge, segundo Agripino Mala, Lula, na qualidade de ex-presidente, pode ser investigado, sim.O comentário em Brasília é que o líder do PT na Câmara vai impetrar um Habeas Corpus no Supremo Tribunal Federal com o fim de que Lula possa permanecer com a boca calada no dia do seu depoimento.Corre, ainda, o comentário em Brasília que o líder do PT está rezando para tudo quanto é santo para que o HC não seja distribuído para o ministro-empresário Gilmar Menedes.Por fim, a minha terceira fonte disse que quem gostou dessa idéia da CPI do Beijoqueiro foi o PIG, pois só assim terá uma pauta jornalística, já que o escândalo do ´DNIT encheu o saco do telespectador-leitor. A Globo já tem, inclusive, um jornalista para cobrir a CPI, trata-se de William Bonner,  marido de uma das depoentes, que, diga-se de passagem, já montou uma tenda no Congresso Nacional para apresentar o Jonal Nacional.


 Terror do Nordeste 

Lula lança portal na internet


O Instituto Cidadania lançou nesta sexta-feira (15) um site para divulgar as atividades e projetos do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Disponível no endereço www.icidadania.org, o site entra no ar com mais de 50 notícias, além de vídeos, fotos e discursos na íntegra. Sediado em São Paulo, o Instituto Cidadania foi onde Lula debateu e elaborou com toda a sociedade propostas de políticas públicas antes de ser eleito presidente em 2002. Hoje, ao sair da presidência, é o espaço onde está sendo criado o Instituto Lula, voltado para causas políticas e sociais no Brasil, África e América Latina.

“O Brasil vive um momento de ouro, continua vivendo um momento extraordinário, e eu espero poder conversar com vocês daqui para frente neste pequeno espaço.”, afirma Lula no vídeo.

Veja, abaixo, uma mensagem do ex-presidente para dar boas-vindas aos internautas:

Assim como o momento atual do instituto, o site é apenas o começo de novas iniciativas políticas e de comunicação.

“[Vamos] tentar trabalhar a questão da integração, tentar trabalhar as experiências de políticas sociais bem-sucedidas. Não que a gente vá querer ensinar aos outros o que eles têm que fazer, porque isso não deu certo em lugar nenhum do mundo. O que queremos é mostrar como fizemos as coisas no Brasil e, quem sabe, adequando à realidade deles, com a vontade cultural deles, com a vontade política deles, isso possa ser aplicado em outros países”, diz o ex-presidente.

Todas as informações divulgadas no site Instituto Cidadania são licenciadas sob Creative Commons Atribuição 3.0 Brasil, que permite a reprodução do conteúdo desde que seja citada a fonte. São exceções a essa licença apenas as informações reproduzidas de outras fontes.

Acesse o site do Instituto Cidadania 

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Israel impede entrada de 'flotilha aérea' em Tel Aviv

Aproximadamente 50 viajantes simpatizantes da causa palestina que pretendiam voar a Tel Aviv para depois chegar a Gaza protestaram nesta sexta-feira (08/07) no aeroporto Roissy Charles de Gaulle de Paris depois que tiveram o embarque negado, e se queixaram do tratamento que receberam. Eles não tiveram permissão para entrar nos aviões por figurarem em uma lista de "indesejados" elaborada pelas autoridades israelenses. 

Como forma de protesto, Os passageiros tentaram impedir nesta manhã o acesso dos demais viajantes a um voo da companhia alemã Lufthansa com destino a Israel. 

"Tenho um passaporte legal, comprei minha passagem, por que não me deixam passar?", reclamava uma das afetadas à emissora de rádio France Info, em um clima de forte tensão entre os ativistas e os outros passageiros. 

"É inadmissível, pelo menos nos deixem ir a Tel Aviv", afirmava um jovem, que denunciou a conivência das autoridades francesas e das companhias aéreas com Israel.

Outro passageiro com acesso negado acrescentou: 


"Temos o passaporte em dia, não somos terroristas, não temos antecedentes criminais, isso é intolerável". 

A mesma situação ocorreu uma hora mais tarde com um segundo voo da companhia italiana Alitalia.

Trata-se de uma das medidas que Israel adotou nos últimos dias para impedir a chegada de ativistas pró-palestinos ao país, coincidindo com a tentativa de organização da pequena frota humanitária à Faixa de Gaza, que pretende chegar ao território palestino para levar ajuda e protestar contra o bloqueio israelense.

Uma parte dos ativistas tenta chegar a Tel Aviv por meio de avião, e de lá eles pretendem se deslocar a Gaza.

Israel enviou uma lista às companhias aéreas na qual figuram mais de 300 pessoas às quais não vai deixar entrar no país e ameaçou as companhias aéreas afirmando que assumiriam os custos caso fosse necessário repatriá-las. Alguns dos militantes já declararam que querem apresentar uma denúncia por discriminação por opinião política. 



Opera Mundi

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Nelson Jobim e os “idiotas" no poder

Por André Cintra, no sítio Vermelho:

O ministro da Defesa, Nelson Jobim, ex-ministro do Supremo Tribunal Federal e também das eras FHC e Lula, parece cada vez mais disposto a sabotar o governo da presidente Dilma Rousseff. Ao menos foi o que demonstrou em duas lamentáveis declarações públicas feitas nesta semana.

Na segunda-feira (27), em breve entrevista a jornalistas, Jobim se posicionou como fiador das Forças Armadas, ao declarar que documentos oficiais do regime militar brasileiro (1964-1985) “desapareceram, já foram consumidos à época”. Sem provas comprometedoras, o ministro concluiu que era chegada a hora de viabilizar uma Comissão da Verdade — como se o principal objetivo da comissão não fosse justamente apurar as violações de direitos humanos cometidos pelos militares no poder. 

Três dias depois, ao participar nesta quinta-feira (30), em Brasília, da festa em homenagem aos 80 anos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB), Jobim voltou a se apresentar como um contraponto ao viés mais democrático e progressista do governo Dilma. Ele aproveitou seu discurso para mandar uma série de recados — ora devidamente cifrados, ora nem tanto. 

Dirigindo-se a uma plateia majoritariamente tucana, o ministro reconheceu sentir-se mais à vontade ali, entre a cúpula do PSDB, do que no ministério de Dilma. Foram várias declarações nesse sentido, a começar pela confissão de que seu discurso — ou “monólogo” pró- FHC — teria “vazios” que o ex-presidente “compreenderia perfeitamente”.

Ao fim e ao cabo, os “vazios” não foram necessários. Explícito em vários momentos, Jobim só faltou evocar a música de Chico Buarque para dizer que, no momento, seu coração “é um pote até aqui de mágoa”. A tal ponto que, de forma absurda, atribuiu ao próprio FHC sua indicação e manutenção no Ministério da Defesa. “Se estou aqui, foi por tua causa”, afirmou aberta e deselegantemente.

Para fazer coro às críticas da oposição e da grande mídia à rigidez de Dilma, Jobim a contrapôs, indiretamente, a Fernando Henrique. “Nunca o presidente levantou a voz para ninguém. Nunca criou tensionamento entre aqueles que te assessoravam”. 

Insatisfação

O ministro ultrapassou de vez todos os limites da arrogância ao insinuar que os governos Lula e Dilma demoliram um “processo político de tolerância, compreensão e criação” supostamente construído por FHC. “Precisamos ter presente, Fernando, que os tempos mudaram.”

Com cada vez menos poderes e holofotes na vida pública, Jobim deu a entender que se considera uma espécie de ilha de brilhantismo cercada de “idiotas” por todos os lados no governo Dilma. Para chegar a tal ridículo, evocou o escritor Nelson Rodrigues. 

“Ele dizia que, no seu tempo, os idiotas chegavam devagar e ficavam quietos. O que se percebe hoje, Fernando, é que os idiotas perderam a modéstia. E nós temos de ter tolerância e compreensão também com os idiotas, que são exatamente aqueles que escrevem para o esquecimento”, soltou o ministro imodesto no momento mais idiota de sua fala. Até FHC — que classificou o evento como uma “festa de amizade e de confraternização” — estranhou Jobim: “É, aquilo foi forte”. 

Segundo a Folha de S.Paulo, “aliados do ministro dizem que ele está, de fato, insatisfeito com Dilma. Recentemente se queixou a correligionários de que a presidente não o convoca para opinar sobre assuntos de política e direito, como Lula fazia. Ele também ficou incomodado com o corte do orçamento de sua pasta”.

Nada disso, porém, confere a Nelson Jobim legitimidade para esculhambar o governo e a presidente que lhe confiaram um cargo tão estratégico. Às 11 horas desta sexta-feira (1º/7), o ministro tinha reunião marcada com Dilma. Será uma boa oportunidade para ele explicar, sem subterfúgios, quem são os “idiotas” que lhe exigem tamanhas “tolerância e compreensão”.



 Blog do Miro