quinta-feira, 16 de junho de 2011

Passos Coelho assume incumbência de formar governo português sob pressão

O deputado Pedro Passos Coelho assumiu nesta quarta-feira (15/06) a tarefa de formar o governo português sob a pressão dos compromissos do pacote de ajuda financeira ao país ibérico e a penalização dos mercados pelo contágio da situação grega. 

O presidente Aníbal Cavaco Silva pediu há dez dias que Passos Coelho, líder do PSD (Partido Social Democrata, conservador de centro-direita), preparasse um governo com urgência, e nesta quarta-feira oficializou a designação do futuro primeiro-ministro após as reuniões com todos os partidos. 

A decisão de Cavaco, esperada desde a vitória do PSD nas eleições de 5 de junho, aconteceu pouco depois de Portugal conseguir leiloar um bilhão de euros em dívida pública com juros ligeiramente menores que aqueles colocados anteriormente. 

Para comprar os bônus lusitanos, os investidores exigiram uma rentabilidade próxima aos 5%, quase dez vezes maior que no início de 2010. Este leilão reflete as dificuldades de Portugal para se financiar, uma situação insustentável em longo prazo e que não melhorou como se previa após o pedido de resgate financeiro. 

O pacote de ajuda concedido pela UE (União Europeia) e pelo FMI (Fundo Monetário Internacional) fornecerá 78 bilhões de euros para Portugal nos próximos três anos. A primeira parte, de 12,6 bilhões, já chegou ao país e, em contrapartida, a população enfrenta uma série de ajustes e reformas. 

O novo primeiro-ministro português deve cumprir uma ampla bateria de compromissos com os organismos internacionais antes do dia 31 de julho, entre eles mudanças na legislação trabalhista e privatizações.

A formação do novo governo passará nesta quinta-feira por um de seus últimos trâmites, segundo Passos Coelho, com a assinatura pública do acordo de legislatura com os democrata-cristãos do CDS-PP (Centro Democrático Social-Partido Popular).

A constituição oficial do Parlamento e do governo ainda depende da apuração de votos dos residentes no estrangeiro, da que dependem quatro dos 230 deputados.

Porém, supostas irregularidades no envio de votos de portugueses residentes no Brasil abriram a possibilidade dos socialistas impugnarem as cédulas recolhidas no Rio de Janeiro, o que poderia atrasar a publicação oficial dos resultados e também a formação do governo.

A questão causou discordâncias nas fileiras do Partido Socialista, com o líder parlamentar, Francisco Assis, comprometido a não impugnar os votos e o secretário nacional para Relações Internacionais, José Lello, decidido a denunciá-los.

Enquanto isso, apesar da resolução da crise política aberta com a renúncia de Sócrates em março, os mercados mantêm Portugal sob uma pressão inflexível devido às nuvens negras que pairam sobre o futuro da Grécia, que precisa de um segundo pacote de ajuda para não quebrar.

O temor dos investidores em contribuir para um segundo resgate – solução defendida pela Alemanha, entre outros – provocou uma reação negativa nos mercados secundários, onde os títulos portugueses foram castigados com taxas de juros mais altas.

A penalização das obrigações a dois e três anos seguiu com sua escalada e voltou a alcançar níveis recorde desde que o euro entrou em vigor, ao registrar nesta quarta-feira 12,4% e 13,4%, respectivamente. 



Opera Mundi

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Portorriquenhos recebem Obama com protestos anticolonialistas

El viaje oficial provocó expresiones de condena a la situación colonial a la cual está sometida Puerto Rico
SAN JUAN.— Milhares de manifestantes portorriquenhos receberam, em 14 de junho, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, com reclames de independência para a ilha e da libertação de presos desse país que estão em cárceres americanas, informou a PL.

A comitiva presidencial se deparou com inúmeros outdoors nos quais se podia ler Yankee go home (ianque para sua casa). Para boa parte da população portorriquenha esta visita tem objetivos oportunistas e de arrecadar fundos. A Telesur informou que houve confrontos com a polícia.

Carlos Muñiz Pérez, filho do jovem de origem cubana Carlos Muñiz Varela, em meio da expectação pela visita do presidente, exigiu, em uma missiva tornada pública, o esclarecimento do crime cometido contra seu pai, há 32 anos.

A visita de Obama é a primeira de um presidente estadunidense à ilha, nos últimos 50 anos.

Grã-bretanha não quer negociar a soberania das Ilhas Malvinas


Primeiro-Ministro britânico, David Cameron, insistiu quarta-feira no parlamento que a soberania das ilhas Malvinas não é negociável, um dia após o  29 º aniversário da rendição da Argentina em sua guerra contra o Reino Unido.
"Enquanto as Falklands (Malvinas nome britânico) quer ser território soberano britânico deve permanecer território soberano britânico. Ponto. Fim da história", Cameron disse durante a sessão semanal de perguntas ao Primeiro-ministro na Câmara dos Comuns.
O primeiro-ministro respondeu com um deputado conservador de seu partido, Andrew Rosindell, que pediu que a próxima vez que ele viu o presidente dos EUA, Barack Obama, lembrou que o governo britânico "não" aceitar negociações sobre as ilhas cuja soberania reivindicações Argentina.
A intervenção do deputado veio uma semana depois da Organização dos Estados Americanos (OEA), que faz parte os Estados Unidos, pediu a Argentina e o Reino Unido a negociar "o mais rapidamente possível" para encontrar uma solução para o conflito em torno das Malvinas Em uma declaração aprovada na sua reunião anual realizada em San Salvador.
Londres e Buenos Aires mantêm uma longa disputa sobre a soberania do arquipélago do Atlântico Sul ocupada pela Grã-Bretanha desde 1833 e já levou a uma guerra curta mas sangrenta, que terminou com a vitória das tropas britânicas em 14 de Junho 1982.
Desde então, Argentina canalizadas as suas reivindicações através de canais diplomáticos e pediu a abertura de negociações.


Retirado do site El Artgetino
Tradução Google

Documentos da ditadura na Internet



Por iniciativa do Ministério Público Federal de São Paulo, um milhão de páginas de processos contra presos políticos da ditadura militar (1964 – 1985) serão disponibilizadas na Internet. A digitalização dos documentos está prevista para ter início no próximo mês. O acervo deverá entrar no ar em 2012.

A ação tem apoio da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e do Arquivo Público de São Paulo, entre outras instituições. Qualquer pessoa poderá ler, nos depoimentos contidos, detalhes das prisões e torturas sofridas por presos.

A iniciativa irá constituir a primeira base de dados on-line do período da repressão militar.


Fonte: Coletiva.net

terça-feira, 14 de junho de 2011

Brasil de Hoje: Quase 90% dos jovens têm orgulho de ser brasileiro



Um estudo inédito divulgado nesta segunda-feira (13) em São Paulo mostra que 9 em cada 10 jovens (89%), com idades entre 18 e 24 anos, têm orgulho em ser brasileiros. De acordo com o levantamento, que ouviu mais de 3.000 pessoas de 173 cidades do país, a geração atual é “sonhadora” – segundo avaliação de 34% dos entrevistados – e otimista em relação ao futuro do Brasil (75%).

A pesquisa Sonho Brasileiro, que levou mais de um ano para ser concluída, revela também que os jovens brasileiros querem transformar o mundo em um lugar melhor: 90% disseram querer exercer uma profissão que ajude a sociedade; 28% sonham com “oportunidades para todos”; 18% desejam menos violência; e 13% almejam o fim da corrupção.
Entretanto, diferentemente do que ocorria nos anos 1970 – quando o Brasil vivia a ditadura militar –, os jovens de hoje sabem que podem trabalhar por uma causa coletiva e buscar seus sonhos pessoais, como avalia Gabriel Milanez, pesquisador da Box1824 (agência especializada em mapear tendências de comportamento), que realizou o estudo em parceria com o instituto Datafolha.
- Hoje, 50% dos jovens brasileiros se conectam mais com discursos coletivos que individualistas. [...] Isso mostra que o jovem concorda que tem um papel de transformar a sociedade, ou seja, ele entende que o que é mais aceitável socialmente é ser mais ‘coletivo’.
Isso ajuda a entender porque apenas 5% dos jovens elegeram como prioridade “ficar rico”, e porque o sonho da casa própria está no topo da lista de somente 15%. Ao serem questionados sobre seus sonhos individuais, 55% dos entrevistados optaram pela educação e escolheram como prioridade “a formação profissional e emprego na área escolhida”.
Grana e carreira
O modo como os jovens encaram a carreira é um dos principais “pontos de conflito” em relação à geração dos pais deles, quando a estabilidade financeira estava no topo da lista de desejos. Isso não quer dizer, porém, que os brasileiros perderam o desejo de conquistar dinheiro, apenas mostra que coisas como “realização pessoal” e preocupação social ganharam maior importância, observa Milanez.
- Nós saímos de uma geração muito preocupada com sucesso, estabilidade, em ficar rico logo, etc. Mas, se for pensar no contexto do país, nós tínhamos uma instabilidade econômica muito forte, então havia a noção de que era necessário, antes de tudo, sobreviver. [...] A partir do momento em que nós temos uma economia mais estável, é possível pensar em outros objetivos.
Enquanto 34 % dos jovens classificam a geração atual como “sonhadora”, outros 31% a definiram como “consumista”. Neste sentido, 91% disseram acreditar que as pessoas consomem mais do que precisam e 9% têm medo de ganhar muito dinheiro e ficar infelizes.
A percepção sobre o Brasil também mudou. Para a geração atual, o Brasil já não é mais o “país do futuro”, e sim o país “do presente”. Em cinco anos, porém, os brasileiros viverão no “país das realizações”, como apostam 46% dos entrevistados.

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Dilma estreia segunda fase do governo esta semana


Palácio do Planalto/Brasilia

A segunda fase do primeiro mandato da presidente Dilma Rousseff começa hoje, quando entram em atividade ministras exclusivamente escolhidas por ela e que concentram a execução administrativa e política do governo. Também esta semana, a presidente lança a segunda etapa de um dos seus programas mais importantes, o Minha Casa, Minha Vida.
Nesta segunda-feira (13) estão previstas as posses de Ideli Salvatti, nas Relações Institucionais, e Luiz Sérgio, na Secretaria da Pesca e Aquicultura. Mas a presidente espera que o time de ministros palacianos agora integrado por duas mulheres assuma outro ritmo de trabalho. Dilma está ansiosa por virar a página da crise que afetou o núcleo central do governo, e tem pressa.
Uma das primeiras missões de Ideli Salvatti será se inteirar da tramitação e das posições de governo envolvendo o novo Código Florestal, que está no senado. Para isso, a nova ministra contará com a ajuda dos governistas Romero Jucá e Jorge Viana, comandantes do processo na Casa. A presidente também espera que Idelli se integre à nova missão de articuladora política, buscando aproximação com o conselho político do governo, composto pelos presidentes dos onze partidos que integram a base de apoio ao Planalto.
A nova ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, assumirá o acompanhamento das principais ações e projetos de governo, que enfrentaram dificuldades motivadas pelo excesso de atribuições de Palocci e pela crise que imobilizou o ex-ministro. É a ela que os ministros que tocam programas como Brasil sem Miséria, PAC e Minha Casa, Minha Vida, devem se reportar. Gleisi deve também inteirar-se do processo de nomeações que a presidente aparentemente pretende retomar, já que a Casa Civil faz a avaliação da vida pregressa de cada candidato a cargo de primeiro e segundo escalões do governo.
A agenda da presidente Dilm traz pelo menos um grande evento em que as duas novas ministras terão visibilidade: na quinta-feira, ocorre o lançamento da segunda fase do Minha Casa, Minha Vida - programa de habitação popular criado pelo própria DIlma, quando ministra da Casa Civil do governo Lula.
Na sexta (17), a presidente viaja para Ribeirão Preto, em São Paulo, onde lança o Plano Agrícola e Pecuário de 2010/2011.

Marina pode deixar o PV (Partido Verde)



Aliados de Marina Silva avaliam que a permanência da ex-senadora no PV é inviável e que a saída dela do partido deve ser selada em poucas semanas. Os motivos são a falta de êxito na cruzada por mais democracia no PV e o fim do diálogo com a direção nacional da legenda.
A reportagem apurou com quatro pessoas próximas da ex-ministra do Meio Ambiente que Marina e o núcleo marineiro estão convencidos da impossibilidade de conseguir as mudanças consideradas necessárias para a transformação do partido, tais como alterações no estatuto que permitiriam eleições diretas e o fim de diretórios provisórios.
Todos os aliados, que não quiseram ter seus nomes revelados, dão a saída dela e de seu grupo como certa.
- É rápido isso daí. Vai se resolver até o fim de junho. Mas a decisão já está tomada.
Outro avalia que o processo de desligamento não dura mais do que 45 dias.
O grupo retarda o anúncio porque estuda os próximos passos a dar. No momento, a tendência mais provável é a criação de um novo partido, mas outras hipóteses são consideradas. Isso porque não há tempo hábil para fundar uma nova sigla para participar das eleições municipais de 2012 - a lei exige filiação mínima de um ano aos futuros candidatos.
Outro problema seria a falta de bons palanques nos Estados para Marina em 2014, problema já sentido dentro do PV na eleição de 2010.
Por outro lado, a migração para outra legenda é improvável, uma vez que o grupo teme que situação análoga à guerra hoje deflagrada no PV possa se repetir. Ainda assim, assessores de Marina fizeram circular no mês passado rumores de que a ex-senadora teria se aproximado do PPS.

O que une a blogosfera progressista

Um tiro pela culatra

Ministra Chefe da Casa Civil


O processo político é, muitas vezes, surpreendente, no seu desenvolvimento, em face do dinamismo que lhe é característico. Não é incomum que certas estratégias no campo da política, urdidas para atingir determinados objetivos, acabem por gerar resultados diferentes dos previstos pelos estrategistas e até mesmo contrários aos seus objetivos.



Com o desfecho do “caso-Palocci”, desconfio muito que o tiro possa ter saído pela culatra. As oposições, que acabaram de perder as eleições presidenciais, mas que andam permanentemente buscando um terceiro turno e catam cirurgicamente episódios que desarticulem o governo, fizeram o carnaval de sempre. Alguns dirão que elas cumpriram seu papel. Em coluna anterior, antecipei minha posição de que o ex-Ministro deveria mesmo afastar-se do governo Dilma, porque, como ele próprio reconheceu, as verdades jurídicas nem sempre são aceitáveis no campo político. Mas isso não me impede de ver nesse metralhar constante dos setores oposicionistas uma tentativa de desestabilizar a Presidenta e inibir os seus projetos. É bem evidente a permanente campanha que, muitas vezes em tom de “fofoca”, tenta descobrir atritos e controvérsias no seio do governo e, o que é pior, parece justificar situações como “a insatisfação do PMDB por não ter sido consultado” e coisas do gênero.



A nomeação da Senadora Gleisi Hoffmann para o lugar do demissionário Palocci pode vir a constituir, em futuro não muito remoto, um auspicioso fato político em meio ao que a mídia – destilando o veneno de sempre - acentuou como “crise”. A Senadora é sangue novo nas hostes do governo, pelo menos em termos de visibilidade e, a julgar pelo seu histórico anterior e pelo seu comportamento no Senado, pode vir a ser, por força de suas características de obstinação, determinação e eficiência em atividades de gestão, um reforço de grande valia no âmbito do Planalto.



Não tenho muita certeza dessa “perda significativa” ou desse “enfraquecimento do governo” que o partido midiático de oposição (aquele que faz política partidária sem assumir os riscos a isso inerentes) atribui à saída do Palocci. Pessoalmente, já o disse aqui muitas vezes, não creio que uma pessoa, qualquer que seja, se sobreponha a um projeto. De qualquer forma, se é verdade que Palocci é um bom articulador e tem idéias criativas, não se iludam os que pensam que essa articulação ou essa criatividade deixa de existir, por encanto, pela não ocupação de um cargo ministerial.



Os cronistas da política apontam a Senadora ora empossada como até mais identificada com o PT, partido da Presidenta, do que o próprio Palocci, que não gozava da unanimidade petista e, pelo contrário, era visto com reservas, por certas teses que pareciam aproximá-lo da oposição.



Vez por outra, tive oportunidade de assistir, na TV Senado, a alguns debates entre os atuais componentes daquela casa congressual. Impressionou-me sempre o permanente tom categórico e incisivo com que a Senadora Gleisi não deixava passar qualquer análise crítica de seus opositores, “cobras criadas” da política, sempre rebatendo, ponto por ponto – com conhecimento de causa e argumentação consistente - , as sistemáticas, furiosas e apocalípticas teses dos tucanos e “democratas” (as aspas aqui são obrigatórias), alguns quase vitalícios naquela casa legislativa.



A mídia de oposição , mais do que fazer oposição, quer a derrocada dos programas do governo que acabou de ser eleito. A orquestração é toda nesse sentido e é uma tristeza constatar que jornalistas, maiores ou menores em expressividade, claramente, submetem-se à velha máxima do “manda quem pode e obedece quem precisa (ou quem tem juízo)”, repetindo, monocordiamente, comportamentos quase golpistas inspirados na linha ideológica dos seus patrões e desprezando qualquer compromisso com o futuro do país. A palavra de ordem parece ser no sentido de não dar um segundo de tranquilidade ao governo, não permitir de modo algum que os projetos populares ganhem dimensão, não dar espaço às conquistas do povo e, assim, desconsiderar a recentíssima manifestação popular que colocou Dilma na Presidência da República.


Acho que, pelas virtudes pessoais da nova Ministra, a presença de Gleisi na Casa Civil, articulando as ligações entre os diversos níveis governamentais e tocando os projetos populares que Dilma afirma que não interromperá – o principal deles parece ser a erradicação da miséria entre nós - , pode , no final, acabar por trazer grandes dividendos para o Governo. Pode ser que venha a mostrar, no futuro, que toda a parafernália midiática que derrubou Palocci pré-julgando suas posturas, fez emergir na ambiência política do país mais uma mulher forte, capaz de, de forma republicana, propiciar as soluções reclamadas por vastas camadas do povo brasileiro, retirando-as do permanente processo de exclusão social e conferindo-lhes o status de cidadania que as elites tradicionais sempre temem.

 

Não por acaso, mas para exemplificar bem, um bom contraponto de ideias de esquerda ou de direita sobre um mesmo tema, é também do Paraná o Senador Álvaro Dias, líder do PSDB (um daqueles que se beneficiou de aposentadoria esdrúxula por ter sido Governador), o qual, em emblemática declaração tucana, chama de preguiçosos os brasileiros contemplados pela bolsa-família, desconsiderando os índices de pobreza em nosso país, em boa hora alterados pelas práticas sociais implementadas no governo Lula e que, esperamos, tenham continuidade agora, contando, inclusive, com a mão firme da nova Ministra.



Rodolpho Motta LimaAdvogado formado pela UFRJ-RJ (antiga Universidade de Brasil) e professor de Língua Portuguesa do Rio de Janeiro, formado pela UERJ , com atividade em diversas instituições do Rio de Janeiro. Com militância política nos anos da ditadura, particularmente no movimento estudantil. Funcionário aposentado do Banco do Brasil.Direto da Redação

A máscara de Cabral


O farsante Governador Sérgio Cabral passou dos limites. Eleito no primeiro turno com uma expressiva votação, proporcional aos milhões de reais gastos em sua campanha, financiado por grupos econômicos que não pregam prego sem estopa, Cabral se indispôs com os bombeiros, que ganham salários aviltantes, o mais baixo do Brasil com R$ 950,00 iniciais, e tentaram durante meses abrir um canal de negociação para reparar a injustiça.

Como não foram atendidos decidiram ocupar o Quartel General da corporação, no centro do Rio de Janeiro, junto com seus familiares e algumas horas depois baixou a repressão, por ordem do Governador, de forma extremamente violenta, exatamente como nos tempos da ditadura. Os bombeiros dizem que o Governador tem raiva da categoria porque em 2008 recebeu uma tremenda vaia em um ato em que a categoria estava presente.

Foram destacados soldados do Batalhão de Operações Especiais (BOPE) que ao invadirem (aí se aplica o termo) o QG dos bombeiros utilizaram até armas letais ferindo mulheres e crianças. Entraram pelos fundos, jogaram bombas e deram tiros, na base do prende e arrebenta. Saldo: 439 bombeiros presos, que ficaram por seis dias em condições precárias em um quartel de Charitas, em Niterói, mas acabaram soltos por decisão do Tribunal de Justiça do Rio, graças a um habeas-corpus impetrado por três deputados (Protógenes Queiroz, do PC do B de São Paulo, Alessandro Molon (PT-RJ e Doutor Aloyzio (PV-RJ). Mas seguem presos 14 bombeiros num quartel em Jurujuba, Niterói, e nove na Polinter.

Não contente com o que mandou fazer, Cabral ofendeu os bombeiros chamando-os de vândalos. Não é a primeira vez que usa esse linguajar contra trabalhadores. Já havia ofendido os médicos ao considerá-los vagabundos e os professores de preguiçosos.. E fica apoplético quando alguém cobra de que forma adquiriu uma casa num luxuoso condomínio em Angra dos Reis, incompatível com o salário de cargo político.

Os professores do Estado do Rio entraram em greve por tempo indeterminado. Não será nenhuma novidade se Cabral repetir o que sempre faz quando é contestado, ou seja, ordenar repressão e ofender categorias profissionais. Já reprimiu também professores nas escadarias da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro, e tudo ficou por isso mesmo. E ainda tem coragem de dizer que é democrata, repetindo a fala de generais de plantão na época da ditadura. 

E nesta história vale também assinalar o papel lamentável de partidos que em anos passados combatiam exatamente o tipo de violência ordenada por Sérgio Cabral. Pois é, PT, PDT, PC do B e PSB, considerados de esquerda, apoiam e participam de um governo que reprime trabalhadores. E usam a dialética para justificar a prática fisiológica. Ficarão mal na história se continuarem com esse procedimento e ainda por cima ocupando cargos na administração estadual.

Estes partidos estão perdendo o tempo da história e não perceberam que a opinião pública, mesmo os que votaram em Sérgio Cabral começam a entender que caíram no conto do vigário, ou melhor, de Sérgio Cabral.

http://demo.todarede.com.br/drmedia/CqE7cyy5hjQSXRrhCh45UFNNSJsze32ohhO8HLw6T.jpgMário Augusto JakobskindÉ correspondente no Brasil do semanário uruguaio Brecha. Foi colaborador do Pasquim, repórter da Folha de São Paulo e editor internacional da Tribuna da Imprensa. Integra o Conselho Editorial do seminário Brasil de Fato. É autor, entre outros livros, de América que não está na mídia, Dossiê Tim Lopes - Fantástico/IBOPE Direto da Redação


domingo, 12 de junho de 2011

SOS Bombeiros_Rio: Anistia Já para os Bombeiros



A Justiça concedeu liberdade para os 439 bombeiros detidos após a invasão do Quartel Central da Corporação (reivindicando melhores salários). Colegas de trabalho e familiares firam na porta do Quartel de Charitas, em Niterói, aguardando a saída dos bombeiros, que saíram cantado o hino nacional e o hino da corporação.Os bombeiros reivindicam a anistia para os delitos que são acusados: motim, dano em viatura, dano às instalações e por impedir e dificultar a saída para socorro e salvamento.



Saída dos Bombeiros da prisão 

SOS Bombeiro em Copacabana

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Eu apóio SOS BOMBEIROS #RioVermelho

SOS Bombeiros 


País que elegeu Berlusconi diz que Brasil não é sério

Em 29 de dezembro do ano passado, 48 horas antes de deixar a Presidência da República, o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva, como um de seus últimos atos de governo, concedeu asilo político ao ex-ativista italiano Cesare Battisti, de quem a Itália pôs a cabeça a prêmio por envolvimento nas guerrilhas daquele país nos anos 1970.
Chegou-se àquele ponto após intensa campanha da grande imprensa brasileira para que o governo Lula cedesse às exigências, ameaças e insultos que a Itália vinha fazendo ao Brasil. Cada manchete que a “nossa” mídia publicava era no sentido de mostrar que estaríamos nos desmoralizando diante do resto do mundo ao não atendermos à cosmopolita Itália.
O governo italiano e autoridades do judiciário do país europeu, além da imprensa local, estavam do mesmo lado. Falavam do Brasil como país subdesenvolvido que contrariaria os seus interesses por deficiências não só de sua cultura, mas de seu povo. Na imprensa italiana não faltaram referências racistas ao nosso país.
Isso sem falar nas ameaças. Por conta da decisão de Lula, as autoridades italianas recorreriam à Corte Internacional de Haia, promoveriam retaliações em acordos militares, votariam sistematicamente contra o Brasil nos fóruns internacionais e proibiriam a todos nós de comer pizzas e lasanhas para todo o sempre.
A grande imprensa golpista e entreguista, ao contrário da italiana, que ficou ao lado das demandas nacionais e passou a tratar o Brasil como um escravo insolente, correu para o lado dos detratores da pátria, escandalizada com a falta de “primeiro-mundismo” do governo do operário abusado que desacatara a “metrópole”.
Após alguns dias de abusos verbais e perda de controle por parte de autoridades e imprensa italianas, o premiê Silvio Berlusconi, um dos que mais “botaram pilha” nas ameaças e desqualificações ao Brasil, veio dizer que não era bem assim, que o caso Battisti não afetava, de fato, as rentáveis e desejáveis relações comerciais com o paiseco atrasado de pouco antes.
Agora, o STF enterra as reportagens da “stampa brasiliana” que previam virada da decisão de Lula no STF, com a entrega de Battisti ao seriíssimo país que deu a espetacular prova de maturidade política ao eleger o “estadista” Silvio Berlusconi, que anda tendo que explicar  danças de bunga-bunga com garotas pouco mais do que adolescentes.

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Video : SOS BOMBEIROS #RioVermelho

Eu apóio os Bombeiros do Rio de Janeiro,que estão presos por ordem do Governardor Sergio Cabral.Que os acusam de "vândalos" e "responsáveis".


UM NOVO ESTILO

O sopro dos novos tempos parece ter atingido o Planalto. 



Não é o fato de ser mulher, nem de ser uma senadora de primeiro mandato o que mais impressiona.
A chegada quase que apoteótica sinaliza claramente que o Partido dos Trabalhadores está se antecipando e promovendo espaço para o surgimento de novas lideranças.
Particularmente, tenho chamado a atenção dos erros de se repetir em qualquer processo eleitoral figurinhas carimbadas e toda forma de perpetuação no poder que são prejudiciais a oxigenação política e, talvez, por isso, enfrenta-se o desinteresse da população em discutir política.
Conservo a esperança que no pleito de 2012 não seja apenas um sopro e um vendaval de novas lideranças coloquem - e que ninguém obstrua – seus nomes para disputarem mandatos de prefeito vice e vereadores.


A escolha da senadora paranaense foi cirúrgica, precisa, e se foi decisão da Presidenta Dilma Roussef (escolha pessoal), realmente começo a vê-la não apenas como administradora mas, também como estrategista.
Caso tenha partido do núcleo político de assessores, reconheço que cumpriram a função e, se partiu da Direção do Partido a indicação sinalizam que estão atentos a esse desejo da sociedade em mudar as personagens da história.
Seja, portanto, de quem quer que seja a proposição do nome da nova Chefe da Casa Civil, o fato acalmou os temores e criou expectativas positivas em todos os setores da sociedade.
Evidente que a nova Ministra saberá utilizar esse clima favorável para implementar todas as ações que o seu dinamismo característico é capaz.
Sempre que surge um nome novo dentro do Partido dos Trabalhadores me motivo, como sempre fiz, em ir às ruas, empunhar bandeiras e lutar para manter viva a luta das massas pelas causas daqueles que produzem as riquezas e desejam a participação também, nos benefícios do desenvolvimento característico do pensamento petista.


Neste momento, portanto, empunho a bandeira da confiança que inspira o nome da senadora Gleisi para essa missão de comandar a Casa Civil e de que pode implantar o “novo” com seu estilo de não fugir da luta e defender a justiça social como principado de qualquer ação política. Mais que um desejo de sucesso, empenho meu voto de confiança.

Hilda Suzana Veiga Settineri
GUERRILHEIROS VIRTU@IS.